19 de ago de 2016

Lançamento do livro A ESTRADA DO DESTINO, de Anchieta Napoleão

Foi lançado pelo selo do ICEIB o livro A ESTRADA DO DESTINO, de Anchieta Napoleão

Descrição do livro: O romance de ficção A Estrada do Destino (escrito em Língua Portuguesa
brasileira), discorre em prosa (e em alguns versos), a saga, a epifania e a desconstrução do preconceito. Naquela ambientação, os personagens Thomas Porto e Dagny Diriê de Carvalho vivem o Existencialismo. A Estrada do Destino, obra inaugural de Anchieta Napoleão, no segmento romance, é narrado em primeira pessoa, com relatos de emoção e sentimentos durante a trajetória de vida de pessoas em vulnerabilidade social, lutando com coragem e criatividade pela autossubsistência. Um dos maiores dramas dessa história é quando o protagonista Thomas, aos sete anos de idade, é deixado sozinho em casa enquanto os pais, artistas, saíram para fazer mais um dos costumeiros shows e não voltaram mais. O garoto foge de casa e logo é adotado por um casal que o encontra na rua. É criado por esse casal e educado na fé cristã, porém cercado de muita pobreza. Com a morte desses pais adotivos, Thomas se aventura indo para Fortaleza―CE, na esperança de encontrar seus pais biológicos, pois seu coração palpitava nesse sentido. Em Fortaleza ele conhece Diriê, uma moça que o encanta pela beleza, simplicidade, talento e semelhante luta pela sobrevivência. Precisa conquistá-la.


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30 de jun de 2016

Lançamento do livro Histórias de Carreiros, do escritor Rogério Corrêa

Foi lançado mais uma obra pelo selo do Instituto/Editora ICEIB

Sinopse do livro Histórias de Carreiros de Rogério Corrêa: Com a evolução tecnológica, gradativamente os carros de
boi foram substituídos por meios de transportes modernos. Hoje são raros os fazendeiros que os utilizam no dia a dia em suas fazendas e consequentemente as histórias e a rica tradição dos carreiros estão desaparecendo. No livro Histórias de carreiros, o filósofo Rogério Corrêa fez uma longa pesquisa junto aos carreiros, candeeiros e sertanejos para resgatar algumas das histórias, causos e crendices, no intuito de passá-las adiante para que futuras gerações tenham a oportunidade de conhecê-las também. Histórias de Carreiros tem a capacidade de povoar o imaginário do leitor com as diversas situações vivenciadas pelos contadores, e fazer pensar no quanto as vidas deles eram sofridas, simples, e, ao mesmo tempo, instigantes.


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25 de jun de 2016

O Instituto ICEIB marcou presença na DENTE

O Instituto ICEIB marcou presença na DENTE que é uma feira de publicações independentes e autorais com foco na produção que circula fora do meio editorial e comercial convencionais.
A feira aconteceu nos dias 17 e 18 de junho de 2016  no CONIC, e contou com autores, selos e editoras independentes de todo o Brasil, além da exposição dos finalistas do Prêmio Dente de Ouro e oficinas.

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Chocoletras do Instituto ICEIB 2016



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23 de mai de 2016

COMO EDITAR SEU LIVRO — A ARTE DE ESCREVER, de Maria Montillarez

 COMO EDITAR SEU LIVRO — A ARTE DE ESCREVER, de Maria Montillarez

Descrição do livro: Quando se pensa em escrever um livro, é importante considerar também o
que não se deve escrever nesse livro.
Por essa razão, Maria Montillarez fez um apanhado de valiosas indicações de COMO EDITAR SEU LIVRO — A ARTE DE ESCREVER, especialmente recomendadas para quem desconheça as normas básicas de edição, escrita e produção de um livro, nos formatos mais usados atualmente: impresso, sob demanda e E-book (este em diversos formatos, como PDF, E-pub etc.), além de sugerir meios de distribuição. Esse livro não é um guia, é um compilado de instruções de quem viveu e vive o processo em seus próprios trabalhos; nele, o novo escritor é direcionado a começar a organizar seus textos e editá-los com mais segurança e profissionalismo.


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Cesta Literária do Instituto ICEIB 2016


 


























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18 de mai de 2016

Meu caderno não mente — O diário de Heloísa, da escritora Maria Montillarez

Prefácio do livro: Meu caderno não mente - O diário de Heloísa, da escritora Maria Montillarez

Meu caderno não mente — O diário de Heloísa é uma das recentes publicações destinadas a se tornar um clássico de nossa literatura. Mesmo que a afirmação possa parecer pretensiosa, não penso
em outra afirmação para expressar a minha visão de futuro da obra. O livro não foi apenas escrito, foi pensado e repensado nos seus mínimos detalhes. Cada parte da história tem profunda e cautelosa racionalidade, que é característica das obras da autora, uma característica que se aprimora dentro de um elegante estilo romanesco.
A história é fruto de um diário imaginário escrito por três mãos: a de Heloísa, a de Léner e a de Nicole. A estrutura da obra respeita a ideia de um diário. A riqueza dos detalhes, as longas descrições, a forma íntima das narrativas, os complementos posteriores das narrativas, e a sensação que temos na leitura de uma história que não se desenvolve, mostram a estrutura de um diário retocado, no qual se tenta justificar as atitudes de um drama amoroso vivido por cinco personagens: Júlio Alcântara, Heloísa, Geraldo, Léner e Nicole. Os personagens, apesar de terem seus sentimentos bem direcionados, têm ao longo da trama um entrelaçamento dos seus sentimentos, resultando em um complexo relacionamento amoroso.
No contato com a história, o leitor não deve desprezar as minúcias das narrativas, pois são momentos fortes da obra e instrumentos usados pela autora para nos fornecer informações precisas sobre os diálogos, às vezes truncados, dos vários personagens que compõem o enredo da trama. É interessante observar que Heloísa sempre se refere à Nicole em propositais substantivos diminutivos, cujos sufixos são usados de jeito a revelar seu desprezo por Nicole (-inha, -zinha...), por exemplo, quando ela classifica Nicole de batutazinha do demo, tudo para convencer, talvez, não somente a Léner, da insignificância que Nicole lhe parece ter, mas também aos leitores dele, de que a condição de Nicole no mundo deveria estar sujeita a mais baixa das posições, e uma das grandes frustrações de Heloísa é justamente a de ver Nicole, hierarquicamente acima dela, como sua patroa a “dona patroinha”.
A criatividade de construção dos personagens é uma das grandes particularidades da obra. O leitor precisa mergulhar no ideário da autora para perceber o direcionamento que ela quer dar à sua trama. Na obra, nenhum personagem aparece por acaso; de uma forma ou de outra todos os personagens contribuem para a coluna mestra da obra, uma grande prova da visão geral e particular que a autora tem do seu trabalho.
Heloísa é uma mulher comum, um coração aberto que se deixou fisgar por um amor platônico e proibido. O descuido de um distraído coração coloca Heloísa como a principal preocupação do enredo. Heloísa não é uma pessoa má, é simplesmente uma mulher apaixonada, e como todo amor não correspondido, perde o direcionamento de ação, realizando infinitas ações que a colocam como vilã de uma história de amor profundo.
O enredo tem como protagonista a personagem Nicole, forte, marcante, inteligente, habituada ao sofrimento. Nicole se caracteriza como o modelo de mulher que é o sonho de todo homem; vive um relacionamento com Júlio Alcântara, homem rico, justo e apaixonado, capaz de fazer grandes sacrifícios para proteger sua família. Júlio representa o ideal de homem das mulheres. O relacionamento entre Júlio e Nicole é o modelo, ou pelo menos, o sonho de todo casal. Na verdade, entre os dois há uma compatibilidade que pode ser caracterizada como transcendental, uma espécie de empatia espiritual que proporciona uma unidade na multiplicidade, isto é, mesmo sendo dois, a empatia é tão profunda que os dois conseguem ser um, sem deixar de ser dois.
A própria estrutura física do livro permite que o leitor teça reflexões, senão vejamos: a capa do livro é propositalmente vermelha, aludindo ao diário de Heloísa, que é descrito como caderno vermelho. O livro que Nicole supostamente escreve, pelas mãos de Maria Montillarez, tem traços de relato, réplica, tréplica... de modo que todos os envolvidos estão esquematizadamente em seus postos para a hora X de entrarem em cena.
Sou Filósofo, mas ouso dizer que li O meu caderno não mente — O diário de Heloísa classificando-o como romance, cujos personagens têm seu núcleo em Nicole e Júlio. Heloísa é coadjuvante; infeliz cacto que ousou nascer no meio de um campo de rosas. É previsto seu destino, e o leitor vai segurando o fôlego, quase com medo de qual seja ele.
Ainda sobre a estrutura do livro, pode-se dizer que a história se inicia no capítulo III, NICOLE — PARTE 21, e, por “maestria poética” (não achei outro modo de dizer), Maria Montillarez, perdão, Nicole, faz o leitor retomar a LÉNER — PARTE 1, para emendar e dar lógica ao cerne da trama. O leitor de obras anteriores desta autora já deve estar habituado ao estilo inversivo de Maria Montillarez. Estão aí Colar de Pérolas, O Pingente, Colar de Pérolas & O Pingente, e Os amigos de sempre provando que esse estilo Maria Montillarez, ao invés de confundir, clareia e diverte. A contemporaneidade literária suplicava pelo novo — ei-lo!
O livro é uma leitura interessante, pois em um momento de aparente crise do amor, ou seja, em um momento em que as pessoas se entregam ao amor com reservas e desconfianças, o livro procura demonstrar o verdadeiro amor, ou pelo menos o amor que as pessoas esperam receber umas das outras. Todos os personagens envolvidos diretamente na trama amorosa amam intensamente; são personagens que raciocinam pelo coração, todos eles vivem o mais alto nível do amor e da realidade altruísta.
Meu caderno não mente — O diário de Heloísa é um livro para ser lido com a inteligência emocional, buscando viver um sonho que na realidade ou na vida real é a motivação que alimenta as relações de todos os verdadeiros mortais.
Vivamos a realidade, envolvidos pelo sonho-realidade da fantasia. A dor mortal de todo ser humano não é sonhar sonhos impossíveis, mas não achar as coisas impossíveis para sonhar.


(Ernandes Reis Marinho é Diretor Presidente do ICEIB; Vice-presidente da Academia de Letras de Samambaia/ASLAS; Professor e Doutor em Filosofia; Pró-reitor da Estácio/Facitec — DF).


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Sob o olhar do mal, da escritora Maria Montillarez

Prefácio do livro: Sob o olhar do mal, da escritora Maria Montillarez

A escritora Maria Montillarez não se cansa de surpreender seus leitores pela maestria com que navega por várias áreas e questões complexas de nossa sociedade, as quais
tornam os seus romances tão ricos e inovadores.
Apesar do respeito e admiração por Maria Montillarez, minha agenda desfavorecia a que eu pudesse prefaciar o livro Sob o olhar do mal. Eu teria de recusar o privilégio, embora olhasse para os originais que eu deveria ler para prefaciar, e uma profunda reverência ao trabalho dela me impelisse a lê-lo, pois, sempre que a leio, saio da experiência modificado.
Por isso, caro leitor, não pretendo enganá-lo acerca do conteúdo deste livro, e irei aconselhá-lo a não ler Sob o olhar do mal, se sua intenção não for a de se tornar mais um leitor preso às teias de outro intenso romance urdido por Maria Montillarez! Atesto que fui pego pela trama de Sob o olhar do mal, quando disse a mim mesmo: Lerei a primeira página e direi à Maria Montillarez que lamento, mas o ofício me impediu de prefaciá-lo etc., etc., e tal.
Tão logo iniciei a leitura, telefonei a ela, já um tanto comprometido, contagiado... Antes de eu dizer qualquer negativa, ela me garantiu: “Você tem todo tempo do mundo pra escrever esse prefácio! Não se apresse!” Me desarmou. Mas eu disse a mim mesmo que iria ser capaz de resistir ao livro. Encostei-o. Já estava virando ponto de honra.
Tive uns reveses na vida, Maria Montillarez apareceu para os pesares, como boa companheira de Academia, e, apesar do sentimento nítido, vi nos olhos dela aquele compromisso do prefácio. Bati o pé em silêncio. Não ia ter prefácio!
Mas o que era aquilo? Afinal ela nem tocara no assunto? O que havia entre mim e os livros dela? Oras, não tinha a ver com Maria, era com os livros dela que eu me embatia. Ia ganhando tempo.
Certo dia, abri um e-mail dela que tratava de assuntos relativos à Academia de Letras da qual somos confrades. De algum modo li letras pululando na tela: “Não estou cobrando nada, mas escreva se lembra do prefácio?”
Comecei a pensar que o livro tinha poderes e me espionava. Contudo, era minha consciência de leitor rendido, e não pude parar naquela primeira página. O conteúdo do romance foi me instigando a seguir em frente, página após página, para saber o desenrolar da história. Em vários momentos obriguei-me a refletir sobre alguns padrões impregnados em nossa sociedade, graças a abordagem de temas que ainda são tabus para muitos e geram preconceito, discriminação e até exclusão social: pode-se, ás vezes pensar que eles estão errados, enquanto tabus, sendo tão somente preconceitos.
O objetivo de alguns dos personagens principais é viver uma vida plena, buscando saciar suas paixões, mesmo que elas saiam do senso comum. Isso corrobora com a singularidade da obra, essa que marca profundamente e nos torna leitor-presa neste interessante enredo.
Assim, rendido, disse a mim mesmo que faria aquela leitura em... talvez, uma semana! Em um milênio, escreveria o prefácio, oras! Sou filósofo, e apreciar literatura me dá um pouco nos nervos!
Qual foi minha grata surpresa?
A leitura que seria de uma semana (ou mais), eu a fiz em um dia! Pela razão simples e única de que devorei o livro! — E o livro me devorou!
Maria Montillarez é reputada como autora de romances longos, com muitas páginas. No entanto, Sob o olhar do mal é um livro curto, mas de conteúdo intenso e instigante. Portanto, para quem gosta de ler um excelente livro, recomendo que viva sua experiência Sob o olhar do mal.

Rogério Corrêa
Filósofo e escritor mineiro.



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