16 de set de 2014

A fábula da casa d’água *



Era uma vez Chave de Ouro, que só servia para abrir duas portas: uma para deixar transitar Alegria; outra para dar vasão à Felicidade.
 Muitos conheciam a história de Chave de Ouro e sua importância. Se fosse utilizada para outro fim, Alegria e Felicidade ficariam detidas eternamente dentro da casa d’água que somente Chave de Ouro abria. Para evitar que isso acontecesse, havia Guardião, zelando por Chave de Ouro.
Certo dia, Guardião se descuidou, confiando na amizade de Oportunista. Oportunista, que prezava a denominação, não perdeu ensejo. Ele desconhecia o verdadeiro valor de Chave de Ouro, como instrumento de liberdade e/ou cativeiro de Alegria e Felicidade.
Os olhos de Oportunista foram imediatamente atraídos pelo brilho de Chave de Ouro – desguardada –, e pela grandiosidade de seu existir. Todos os sentidos de Oportunista resvalaram para a cobiça. Ele só pensa na fortuna que poderá obter vendendo Chave de Ouro, apropriando-se indevidamente dela, ignorando a importância que tem a liberdade de Alegria e Felicidade.
Em sua escapada da presença de Guardião, Oportunista vende Chave de Ouro por preço irrisório.
Comprador, para valorizar a aquisição, transforma Chave de Ouro em magnífico pingente; dependura-a em uma corrente, depois revende a Estrangeiro.
Alegria e Felicidade principiam a definhar, impedidas de saírem da casa d’água. Alegria é a primeira a perder os sentidos. O mundo de muitas pessoas fica menos alegre.
Felicidade é mais resistente e poderosa do que Alegria e vai sobrevivendo ao encarceramento. Diz-se que o poder de Felicidade é tão imenso que, libertada, ela é capaz de ressuscitar Alegria; sua resistência ao confinamento é secularmente conhecida. Diz-se que Felicidade só desfalece quando se desiste definitivamente dela.
Porém, aprisionada, ela é inativa, e o universo fica menos feliz. Alguns desses universos, inclusive, desaparecem, pois só sabiam existir com Alegria e Felicidade atuando juntas.
Acontece, porém, que com o correr dos anos, Guardião reconhece Chave de Ouro, dependurada na corrente de Estrangeiro, e anuncia o destino de Felicidade, presa à casa d’água eternamente, se Chave de Ouro não a libertar; anuncia o fim de Alegria.
Estrangeiro sorri desdenhoso. Não reconhecia a aplicabilidade de Alegria e Felicidade em sua vida.



*Trecho do livro: ARREBOL, da escritora Maria Montillarez

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Grande carreiro *



 A saga de Manoel de Paula Rodrigues, o Negrão do Zé Virgílio (1940-2010), como carreiro,  fala por si só. Um grande, mas muito simples homem. Trabalhou com carro de boi por quase toda sua vida, e só parou de carrear na festa,  quando estava bem doente. E mesmo doente, marcou presença para rever os amigos de longa data. Sempre foi entusiasmado e apaixonado pelo carrear, não foi por acaso que ele estava presente no primeiro mutirão de carros de boi, organizado pelo Hélio Pereira Guimarães. O Negrão do Zé Virgílio faz parte da história da festa de carros de boi de Vazante, assim como Jamiro Borges de Melo e outros carreiros que já partiram.





* Trecho do livro: FESTAS DE CARROS DE BOI, do escritor Rogério Corrêa

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